Publicado em 10/06/2009 03h40

Brasil e Paraguai duelam pela liderança das Eliminatórias


Imagine a situação. Você arruma a sua casa, totalmente a seu gosto. Cada cômodo, cada móvel. Logo depois, você fica sabendo que vai receber aquela visita tão aguardada. Sempre fica aquela dúvida: será que as mudanças vão agradar? Sensação semelhante à dos administradores de uma praça esportiva que vai receber um jogo da Seleção Brasileira logo depois de passar por uma grande reforma. Ainda mais em cidades como Recife e Salvador, que não viam a amarelinha em campo há 14 e 10 anos, respectivamente, e vão receber os jogos de hoje, contra o Paraguai, e de 9 de setembro, contra o Chile, no Arruda e em Pituaçu. A CBF deixa bem claro o que é necessário para agradá-la. No entanto, o Superintendente da Sudesb, Bobô, explica que ela ainda não passou quais modificações terão que ser feitas no estádio de Pituaçu para a partida contra o Chile. “Quando teve a visita ao estádio, a CBF falou, por alto, de algumas correções que devem ser feitas, mas ainda não passou formalmente o que deve ser feito. Virgílio Elísio deve vir aqui para passar as necessidades. Acredito que seja depois desse jogo no Arruda”. Pelo que sabe por alto, Bobô não vê problema nas modificações. Acha, inclusive, que serão benéficas para o público baiano e para os atletas que jogam no local, sem entrar em detalhes. Mudanças – A CBF vistoriou o estádio do Santa Cruz no dia 9 de abril deste ano. A praça esportiva também havia passado por uma grande reforma. “Depois que o time caiu para a Série D, entrou uma nova direção, que assumiu com o compromisso de restaurar o Arruda. A reforma não teve relação direta com a Seleção”, conta o editor de esportes do Jornal do Comércio, Eduardo Azevedo. Mesmo assim, outras mudanças pontuais tiveram que ser feitas por exigência da CBF. Segundo informações do repórter Carlyle Paes Barreto, também do Jornal do Comércio, o vestiário principal foi adequado, com uma reforma da piscina, que conta até com cascata e uma ampliação do número de chuveiros, além da colocação de gramado sintético em toda a extensão, semelhante ao tamanho de um campo de futebol society. No vestiário dos visitantes, a mudança foi menor: apenas nos boxes. Outras mudanças foram a restauração de cadeiras, destruídas no estadual. Além das 80 novas cabines de imprensa feitas para atender os cerca de mil jornalistas credenciados. Outras providências foram o aluguel, por 20 mil reais, de um placar eletrônico moderno, que custa cerca de 1 milhão e meio de reais e a ampliação do banco de reservas, que tinha capacidade apenas para 10 pessoas e agora tem que atender a 22. Os pernambucanos tiveram um tempo reduzido. Apenas dois meses e um dia, desde a vistoria até o jogo de hoje para concluírem a transformação. Já a visita chefiada pelo baiano Virgílio Elísio em Pituaçu aconteceu em 13 de abril, quase cinco meses antes do jogo contra os chilenos, no dia 9 de setembro. Agora, faltam três meses. Quanto aos ingressos, a CBF é quem irá determinar os preços em Salvador, como fez em Recife, definindo 50 reais para o anel superior, 70, para o inferior e 250, as cadeiras. As entradas se esgotaram em apenas três dias de venda, segundo Carlyle. Dúvida - Depois de uma goleada história contra um tradicional rival, como foram os 4 a 0 sobre o Uruguai, sábado, o melhor é não mexer no time, mas Dunga terá que escolher um substituto para o artilheiro Luís Fabiano, suspenso. Nilmar e Alexandre Pato, que possuem várias coincidências, como o estado de nascimento, Paraná, e o primeiro clube da carreira, Internacional. As diferenças ficam por conta do estilo de jogo. Os dois podem assumir qualquer função do ataque, mas Pato é o que mais se aproxima das características do atual titular da camisa 9. A outra dúvida mora na lateral direita. Maicon é um dos homens de confiança de Dunga, mas ficou fora das duas últimas partidas, por lesão, e abriu espaço para o baiano Daniel Alves, destaque nos dois jogos. BRASIL X PARAGUAI Brasil - Julio César; Maicon (Daniel Alves), Lúcio, Juan e Kléber; Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano e Kaká; Robinho e Alexandre Pato (Nilmar). Técnico Dunga. Paraguai - Justo Villar; Dario Veron, Paulo da Silva, Julio César Cáceres e Caniza; Victor Cáceres, Victor Riveros, Carlos Bonet (J. Santana) e Eduardo Ledesma; O. Martínez (D. Lopez) e Salvador Cabaña. Técnico: Gerardo Martino.

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