Publicado em 10/06/2009 03h41

Queda de 0,8% do PIB coloca o País em recessão


Saiu nesta terça-feira, 9, o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil nos primeiros três meses de 2009, apresentando uma redução de 0,8%, na comparação com o trimestre final de 2008. E a palavra do dia no mundo econômico nacional foi surpresa, uma vez que a maioria dos analistas econômicos esperavam uma redução bem maior. O próprio governo trabalhava com a hipótese de uma queda de 1,5% no nível da atividade medida pelo indicador. Apesar de ter sido menor que o previsto, a queda colocou o País em recessão técnica – quando o PIB encolhe por dois trimestres seguidos – que não acontecia desde 2003. Em relação aos primeiros três meses do ano passado a redução foi de 1,8%. “O resultado, feitas todas as ponderações, pode ser considerado relativamente bom”, afirma o diretor de indicadores e estatísticas da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Gustavo Pessoti. Ele lembra que a avaliação deve levar em conta o cenário geral de crise. Apesar disso, destaca as expansões no consumo das famílias e do governo, de 1,3% e 2,7%, respectivamente. Queda – A indústria foi o setor que apresentou os piores resultados, em relação ao trimestre anterior, com uma queda de 3,1%, tanto na comparação com o mesmo período de 2008, com queda de 9,1%. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Victor Ventin, vai ser muito difícil recuperar isso até o final do ano. “Estou preocupado porque foi uma queda acentuada e vai ser difícil recuperar”, calcula. Impossível? “Uma boa comparação é o jogo entre Brasil e Uruguai, onde ninguém esperava a goleada e aconteceu”, compara Ventin. Na balança comercial, a queda foi de 16%. Mas, segundo o professor de comércio exterior da Universidade Salvador, Raimundo Torres, a participação do setor no PIB diminuiu, mas a contribuição continuou positiva porque as importações caíram mais que as exportações. “Isso é reflexo da redução no comércio mundial. Caíram as exportações, mas as importações também. Felizmente estamos com saldo positivo”, destaca Torres. A SEI está finalizando os cálculos do PIB baiano, cuja divulgação está prevista para esta quarta-feira, 10. A expectativa é que o resultado seja próximo ao nacional. “O que pode contar a favor do Estado são os resultados da agricultura”, pondera Gustavo Pessoti, destacando que o setor – que decresceu 0,5% nacionalmente – deve ter na Bahia a segunda melhor safra da história, com seis milhões de toneladas.

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