Publicado em 10/06/2009 03h42

DEM e PSDB se reconciliam de olho nas eleições 2010


Depois de selarem um acordo em São Paulo, na última segunda-feira, para reeditar na Bahia a aliança rompida há 21 anos, o PSDB e o DEM iniciam, nesta quarta-feira, 10, as articulações para consolidar no estado o palanque do governador José Serra (PSDB) à Presidência da República e fortalecer a chapa da oposição que vai disputar com o governador Jaques Wagner (PT) em 2010. Um encontro entre o ex-governador Paulo Souto (DEM) e o presidente estadual do PSDB, ex-prefeito Antonio Imbassahy, vai definir uma agenda de trabalho, com atividades políticas em vários municípios, visando a convergência dos dois partidos. Souto, que irá conduzir o processo eleitoral no Estado, admite, nos bastidores, estar determinado a disputar o governo da Bahia. O presidente estadual do PPS, George Gurgel, cujo partido apóia o projeto nacional dos tucanos, também vai participar do encontro que tem por objetivo, ainda, acertar a vinda à Bahia do governador José Serra. A oficialização da aliança PSDB/DEM será na próxima segunda-feira, em almoço que reunirá as principais lideranças dos dois partidos. Aval da cúpula – A aliança entre tucanos e democratas foi sacramentado pelo governador paulista numa reunião, ocorrida em seu gabinete no Palácio dos Bandeirantes, com as presenças de Paulo Souto, dos presidentes nacionais do DEM e PSDB, respectivamente deputado federal Rodrigo Maia (RJ) e senador Sérgio Guerra (PE), dos deputados federais democratas, ACM Neto e José Carlos Aleluia, além do ex-presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen (DEM-SC). O ex-governador Paulo Souto retornou de São Paulo, na terça-feira, 9, à noite, mas informou, por meio de sua assessoria, que só falaria nesta quarta com a imprensa. Tucanos e democratas ouvidos por A TARDE não esconderam a importância da parceria para o avanço da oposição. “É uma aliança em que fica definido que o PSDB e o DEM estarão juntos no processo eleitoral nacional e estadual”, assinalou Imbassahy, na terça, à tarde, pouco antes de retornar da capital paulista, onde esteve com a cúpula democrata e tucana. Imbassahy e o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) foram os que “fizeram a cama e ajeitaram o travesseiro” para consumar o casamento, conforme relatou o ex-prefeito. Jutahy Jr. vê o ex-governador com grande competitividade para disputar o governo. “Paulo Souto só não sairá candidato se ele não quiser”, sentencia Jutahy, para quem a contribuição que o PSDB baiano dará à chapa de Serra, será o de ter uma candidatura forte no Estado que apóie o tucano na disputa nacional. Todas as evidências, portanto, apontam para o nome de Souto, que vem pontuando bem nas pesquisas. O próprio presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, declarou ao final do encontro em São Paulo, que “Souto é o nosso candidato", pondo fim às especulações de que o democrata migraria para o PSDB. Frente de oposição – Para o deputado ACM Neto, o acordo fortalece as oposições. “Decidimos que vamos trabalhar em conjunto na oposição ao governo Jaques Wagner e, com isso, ficamos mais fortalecidos nacionalmente, já que a Bahia terá um papel importante em 2010”, pontua. Entre as ofensivas, está a de construir uma ampla frente oposicionista, que inclui o diálogo com o PR do senador César Borges e o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional). “Estamos abertos a conversas, sem vetos, sem imposições. Queremos construir um novo caminho para a Bahia”, diz Neto.

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