
A Clínica IBIS, unidade especializada do Grupo CITA, está conduzindo um estudo clínico de Fase 3 que pode transformar o cenário terapêutico da psoríase em pacientes pediátricos no Brasil. A pesquisa investiga a farmacocinética, eficácia e segurança do Deucravacitinibe (BMS-986165), um medicamento de nova geração, em pacientes (crianças e adolescentes) com psoríase em placas moderada a grave.
Sob a coordenação do dermatologista Dr. Gleison Duarte, investigador principal da pesquisa, o estudo representa um marco na medicina pediátrica por abordar especificamente as necessidades terapêuticas desta população vulnerável, historicamente sub-representada em ensaios clínicos.
Contribuição científica de alcance global
Esta pesquisa, insere o Brasil no cenário internacional de desenvolvimento de terapias inovadoras para crianças e adolescentes com psoríase. O Deucravacitinibe representa uma nova classe de medicamentos que atuam por mecanismo de ação diferenciado, oferecendo potencial para revolucionar o tratamento da doença em pacientes pediátricos.
A participação de centros brasileiros em estudos multicêntricos internacionais fortalece a posição do país na pesquisa clínica mundial e contribui para a geração de evidências científicas robustas. Os dados coletados em Salvador serão fundamentais para comprovar a eficácia e a segurança do medicamento, pavimentando o caminho para sua futura aprovação regulatória específica para a população pediátrica.
Estudos de Fase 3 são considerados o "padrão-ouro" da pesquisa clínica, representando a etapa final antes da submissão às agências regulatórias. Os resultados desta investigação poderão beneficiar milhares de pacientes pediátricos com psoríase em todo o mundo, estabelecendo novas diretrizes de tratamento para a dermatologia pediátrica.
Recrutamento aberto
O protocolo do estudo estabelece critérios rigorosamente definidos para garantir tanto a segurança dos participantes quanto a qualidade dos dados científicos coletados. Para participar da pesquisa, os pacientes devem ter idade > a 4 e < 18 anos, de ambos os sexos, e apresentar diagnóstico confirmado de psoríase em placas estáveis há pelo menos seis meses. Além disso, é necessário que a doença se manifeste de forma moderada a grave, com indicação médica prévia para fototerapia ou tratamento sistêmico.
Os requisitos de segurança são igualmente específicos e incluem a ausência de histórico de tuberculose ativa antes da triagem e a condição de não ter utilizado o medicamento Deucravacitinibe anteriormente. Segundo o Dr. Gleison Duarte, estes critérios foram meticulosamente desenvolvidos por especialistas internacionais com o objetivo de assegurar que apenas candidatos adequados participem do estudo, maximizando os benefícios potenciais enquanto minimizam os riscos envolvidos.
A participação no estudo oferece benefícios consideráveis às famílias interessadas. Os participantes terão acesso gratuito ao medicamento inovador de última geração, além de receber acompanhamento médico especializado e rigoroso durante todo o período da pesquisa. O monitoramento será realizado de forma contínua por uma equipe multidisciplinar experiente, garantindo cuidado integral aos participantes.
Atualmente, as opções terapêuticas para psoríase em pacientes pediátricos são mais limitadas comparadas ao arsenal disponível para adultos. "Este estudo oferece acesso a uma terapia potencialmente revolucionária, que pode proporcionar controle superior da doença com perfil de segurança adequado para pacientes pediátricos", afirma o Dr. Gleison.

Transformando vidas
Segundo o médico, para as famílias que convivem diariamente com a psoríase pediátrica, este estudo representa muito mais que uma oportunidade de tratamento – é uma janela de esperança para uma qualidade de vida melhor. A psoríase em pacientes pediátricos vai além das manifestações físicas, impactando profundamente o desenvolvimento emocional, social e psicológico dos pacientes.
As placas avermelhadas e descamativas características da doença podem gerar constrangimento, isolamento social e baixa autoestima nos pacientes pediátricos. Muitas vezes, atividades simples como praticar esportes, frequentar piscinas ou usar roupas que exponham a pele tornam-se fontes de ansiedade para os portadores da doença e suas famílias.
Para mais informações entre em contato através do telefone (71) 99132-9101 (WhatsApp) ou via e-mail: pesquisa@clinicaibis.com.br.