
O Hospital Nossa Senhora da Conceição, o maior hospital público do Rio Grande do Sul, enfrenta um surto de Covid-19 que já deixou 64 pacientes infectados e resultou em uma morte. O caso, confirmado no dia 28 de agosto, envolveu um idoso que não havia se vacinado contra a doença. A instituição decretou oficialmente o surto após notificar a Vigilância em Saúde Municipal no último dia 20 de agosto.
O primeiro caso foi identificado no dia 16 de agosto em uma das unidades de internação. A partir daí, os números cresceram rapidamente, levando a direção do hospital a adotar medidas emergenciais para conter a propagação do vírus dentro da instituição.
Medidas emergenciais adotadas
Para controlar o surto, o hospital implementou ações rigorosas:
Isolamento dos pacientes diagnosticados;
Uso obrigatório de máscaras para funcionários, visitantes e acompanhantes;
Restrição de visitas, agora limitadas a um familiar por paciente por dia.
Além disso, profissionais de saúde passaram por reorientações sobre protocolos de biossegurança, e setores com maior número de casos estão sendo monitorados continuamente.
Vacinação incompleta preocupa autoridades
A vítima fatal do surto não possuía o esquema vacinal completo, o que reforça o alerta das autoridades de saúde sobre a importância da vacinação, especialmente entre grupos de risco como idosos e imunossuprimidos.
Dados da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre mostram que os sete óbitos registrados entre julho e agosto de 2025 na capital gaúcha foram de pessoas não vacinadas ou com o esquema incompleto.
Situação sob monitoramento
Segundo a direção do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), não há registro de novos óbitos até o momento, e os casos estão sob controle clínico. O hospital segue monitorando de perto todos os setores e pacientes, e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço ou estabilização do surto.
A Vigilância em Saúde municipal acompanha o caso e reforça que a população mantenha os cuidados básicos, como higienização das mãos, uso de máscaras em ambientes hospitalares e atualização da caderneta vacinal.